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SUZANA SALLES nasceu em São Paulo, é cantora e às vezes compositora. Iniciou sua carreira com Arrigo Barnabé, em 1979, ao lado de Vânia Bastos, no I Festival Universitário de Música Popular Brasileira, televisionado pela TV Cultura. A música Diversões Eletrônicas, de Arrigo e Regina Porto, ganhou o primeiro lugar neste Festival. A partir daí começou a cantar também com o compositor Itamar Assumpção, formando com ele a banda Isca de Polícia, fazendo os vocais com Vânia Bastos e Virgínia Rosa. Com Arrigo Barnabé e a banda Sabor de Veneno, da qual também passou a fazer parte a cantora Tetê Espíndola, gravou Clara Crocodilo; com Itamar Assumpção, Às Próprias Custas S/A.

No início da década de 80 estava, portanto, no epicentro do que se convencionou chamar Vanguarda Paulista. Neste período decidiu parar a Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo, onde estudava jornalismo, e prosseguir como cantora. Decisão nada fácil, mas acertada: foi durante uma viagem à Alemanha, quando ganhou uma bolsa de estudos do Instituto Goethe, no intuito de estudar alemão para tornar-se correspondente internacional, que descobriu que o que realmente desejava era cantar. Sua estréia em carreira solo foi em Berlim, cantando em alemão para alemães. De volta ao Brasil, em pouco tempo começou a fazer shows, apoiada pela banda Fábrica de Viagem. Pouco depois formou, com outros músicos, o show Cidade Industrial.

Nesta época iniciou alguns projetos paralelos nos quais trabalha até hoje. Firmou uma rica parceria com a cantora Ná Ozzetti, montando o show Princesa e Encantada, que durante dois anos se apresentou pelo Brasil. Continua cantando bastante com Ná Ozzetti, principalmente em suas festas de aniversário (!), já que ambas nasceram no mesmo 12 de dezembro. Também montou um show apenas com canções de Kurt Weill e Bertolt Brecht, o Concerto Cabaré, inicialmente apenas piano e voz (em Berlim com Jörg Behr; no Brasil, com Márcia Dipold, mais tarde com Elisa Zein), e depois com a Orquestra Juvenil do Estado de São Paulo, sob a regência de Juan Serrano.

Na década de 90 gravou seu primeiro CD, Suzana Salles, resultado de uma frutífera parceria com o grupo de música instrumental brasileira Aquilo Del Nisso. No repertório, parcerias com Itamar Assumpção, Ná Ozzetti, músicas de Gilberto Gil, Weill e Brecht, José Miguel Wisnik, Paulo Leminski, Inácio Zatz, entre outros. O segundo CD foi gravado logo em seguida, pois tratava-se do repertório exclusivo de Brecht e Weill, desta vez com pequena orquestra sob arranjos e regência de Lincoln Antônio. A produção executiva tanto de Suzana Salles como de Concerto Cabaré ficou a cargo de Elaine Marin, e a produção musical de André Magalhães.

Foi em 90 que gravou, como atriz, uma série de comerciais pela 02 Filmes, sob a direção de Fernando Meirelles. Pouco depois fez vários mini-programas comerciais de 3 minutos que entravam em cadeia nacional toda semana, também pela 02, sempre ao lado da atriz Eliana Gutmann, com quem formava a dupla Beth e Ivete. Nesta época participou de diversos trabalhos do selo infantil Palavra Cantada, de Paulo Tatit e Sandra Peres. Gravou nos CDs Cantigas de Roda, Canções de Ninar, Canções de Brincar, Canções Curiosas, Mil Pássaros, entre outros, fazendo as personagens Pulga, Barata, Rata, Formiga, e, bem mais recente, a Ratita Dentuda, numa edição da canção Rato(de Paulo Tatit e Edith Derdyk) para os países de língua espanhola. Trabalhou no programa Gente Inocente, da rede Globo, sendo responsável pelos ensaios dos cantores infantis de São Paulo. O programa começou em 99 e foi até 2002.

Foi a partir de 2000 que Suzana Salles começou a cantar no carnaval da cidade de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Suzana freqüentava a cidade regularmente desde 90, quando foi convidada como júri de um festival de marchinhas carnavalescas. Encantada com a produção dos compositores locais, além de conhecer de perto as criativas soluções dos artistas para construírem bonecos e adereços, em 1999 dirigiu o projeto SESC Cai e Pira na Folia de São Luiz do Paraitinga. De 2000 até hoje canta em alguns dos mais emblemáticos blocos da cidade, como Juca Teles, Maricota e Barbosa.

Em 2000 lançou seu terceiro CD, As Sílabas, resultado de trabalho conjunto com o pianista Lincoln Antônio, o violonista Chico Saraiva e o baterista e produtor do CD André Magalhães, também proprietário do Estúdio Zabumba, onde ocorreram as gravações. No repertório, parcerias com Chico César e Ná Ozzetti, músicas de Luiz Tatit, Paulo Padilha, Arnaldo Antunes, Brecht&Weill, Paul Simon, e o luizense Galvão Frade, entre outros. As Sílabas viajou por todo o Brasil e pela Alemanha. Suzana participou também em várias músicas do CD Estudando o Pagode, de Tom Zé, e com ele e banda viajou a Paris, participando do lançamento na França e em São Paulo.

O quarto CD, Caipira, é um trabalho feito em conjunto com o violeiro Ivan Vilela e o tenor brasiliense Lenine Santos. Produzido por André Magalhães e gravado ao vivo no estúdio Zabumba, faz uma releitura contemporânea de clássicos do cancioneiro caipira brasileiro, com arranjos de Ivan Vilela e algumas participações de convidados como Lincoln Antônio e Thomas Rohrer, além da Orquestra Filarmônica de Violas. No repertório, músicas de João Pacífico, Tião Carreiro, Carreirinho, Elpídio dos Santos, como também clássicos consagrados nas vozes de Cascatinha e Inhana, Índia e Meu Primeiro Amor. O Caipira foi lançado em 2004, participou do Projeto Pixinguinha, em 2005, e ganhará em breve um segundo volume, com canções de Elpídio dos Santos, Luiz Vieira, Joubert de Carvalho, além de clássicos de autores desconhecidos. A preciosa parceria de vozes com Lenine Santos e os arranjos de Ivan Vilela continuam, esperamos, por ainda muito tempo.

Desde 2007 Suzana Salles é curadora da Semana da Canção Brasileira, evento voltado à canção popular brasileira. Durante uma semana, na cidade de São Luiz do Paraitinga, ocorrem shows, palestras, debates, um festival e oficinas, todos girando em torno de Poesia na Canção, História de Música Popular e Educação de Música Popular no Brasil. A Semana conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e vai entrar em sua terceira edição; nomes como Arnaldo Antunes, Lenine, Tom Zé, Chico César, Zeca Baleiro, Moraes Moreira, entre muitos outros, já fizeram parte dos anos anteriores. Os shows ocupam os coretos, o Mercado Municipal e até mesmo a mais antiga construção local, a Capela das Mercês, além de escolas e o centro cultural Oswaldo Cruz. A Semana da Canção Brasileira pretende continuar a pensar e vivenciar o maior tesouro nacional, a música popular brasileira.

 

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